A
trajetória da literatura infantil nos últimos anos relaciona-se com a
competência literária das crianças, considerando o ambiente atual em que o
pequeno leitor está inserido. Nesse sentido, entende-se por competência literária
a capacidade de compreensão de um texto que a criança possui, levando em conta
sua idade. Esse grau de compreensão (mesmo de acordo com a idade) sofre as
alterações decorrentes do contexto em que a criança está integrada. No mundo
atual, em que a informação é mais acessível, as crianças detêm maior
competência literária do que há 40 anos. E nessa perspectiva, a literatura
infantil sofre alterações no decorrer da sua história. Sai do típico “final
feliz” para o “final em aberto” e, até mesmo, para um final cujo problema não é
resolvido. Este final não resolvido tem uma função psicológica, pois, através
dele, o leitor desenvolverá o sentimento de resignação. Essa mudança de como
termina as histórias infantis é colocada como um avanço, e uma exigência do
escritor para com o leitor. Assim, reitera-se que há uma evolução na produção
da literatura infantil, bem como na competência literária da criança,
ressaltando, dessa forma, a importância de trabalhar em sala de aula as
histórias infantis.
Referência: ECO, Umberto. Os livros como mestres. Barcelona:
Lúmen, 1981, p. 80.
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