sexta-feira, 15 de março de 2013

Estratégias de leitura

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Para sermos um leitor proficiente é necessário conhecer e utilizar as estratégias de leitura, que é uma habilidade, uma técnica, um procedimento para você atingir uma determinada meta. E esta meta é a compreensão da leitura.
 Para isso o professor deve utilizar estratégias didáticas de leitura para que o aluno compreenda o que está lendo. De que forma? Ajudando ao aluno num processo de construção conjunta, o professor tem que ser um guia, provocando nos alunos os conhecimentos prévios que eles têm, bem como controlar a lembrança daquilo que o aluno lê ativando sua compreensão, pois sabemos como leitores que muitas vezes não lembramos tudo que lemos, mas quando possuímos algum conhecimento prévio fica mais fácil. E assim, a partir das intervenções didáticas  o educador desenvolve as estratégias de leitura do aluno. As estratégias de leitura ocorrem: antes da leitura no qual estabelece seu objetivo, previsões sobre o texto e ativa os conhecimentos prévios; durante a leitura onde prevê o que vai acontecer; e depois da leitura em que identifica a ideia principal do texto. No entanto, devemos estimular as crianças para fazerem perguntas  sobre o texto, sobre a ilustração, títulos da literatura infantil ou não, levando-os a exporem o seu conhecimento de mundo sobre o tema, e assim, ter um olhar de investigador. Contudo, a criança terá ainda mais uma melhor compreensão das leituras quando  o texto é claro, quando ela conhece determinado tema e quando  tem o apoio do professor para mediar às situações de leitura.


 Referência: SOLÉ, Isabel. Estratégias de Leitura. Trad, Claudia Schilling, ed. Art med. Porto Alegre, 1998.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Articulação didática e projetos literários

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A leitura é parte fundamental na vida do ser humano, principalmente quando começa a explorá-la desde cedo, pois o contato direto com os livros possibilita o individuo o aperfeiçoamento e o interesse pelo ato de ler, tornando a leitura mais agradável e prazerosa. O professor, desse modo,  deve desenvolver na criança possibilidades para ela adentrar no universo dos livros, fazendo com que a leitura não seja uma etapa em que se encerra quando as crianças saem da escola, mas sim que acompanhe esse sujeito por toda vida, já que a mesma é um importante instrumento para a aprendizagem , uma vez que contribui na escrita, melhora o vocabulário e dar asas a imaginação das crianças. Diante desse argumento, as competências literárias tem um importante papel na vida das crianças, pois seu objetivo é dar a elas acesso ao  universo literário, para que futuramente tornem-se adultos capazes de usar a criatividade e a imaginação a seu favor. O professor tem um importante papel de construir nas crianças as competências literárias, como por exemplo, através de projetos que desenvolvam incentivos para instigar o gosto pela leitura. Existem vários projetos literários que estimulam a criança ao hábito da ler. O varal literário  tem o intuito de impulsionar a leitura de obras literária e estimular a expressividade das crianças através de produção e criação dessas obras. Projeto   construindo sua própria história , através das imagens as crianças confeccionam  suas próprias narrativas, usando a criatividade e imaginação, criando belas história produzidas por elas mesmas. O professor também pode explorar os livros literários, contando histórias para as crianças e depois elas mesmas produzirem o que aconteceu através de desenhos, pequenos textos, e perguntas relacionadas à narrativa, entre outros projetos que desperte na criança o gosto e a satisfação de  ler. 


Falando em projetos o  banco Itaú tem um espaço onde abrange diversidades de links   , aonde você pode encontrar  vários projetos, textos e entrevistas sobre leitura, além de baixar livros e obtê-los escrevendo-se pelo site. Ler para uma criança é dar asas a sua imaginação, aprendizado, bem estar e amor pela leitura, pois o futuro delas depende de nosso incentivo, então contribua com a missão de transmitir conhecimento.  Acesse o link abaixo: 



segunda-feira, 4 de março de 2013

O que é competência literária?


A trajetória da literatura infantil nos últimos anos relaciona-se com a competência literária das crianças, considerando o ambiente atual em que o pequeno leitor está inserido. Nesse sentido, entende-se por competência literária a capacidade de compreensão de um texto que a criança possui, levando em conta sua idade. Esse grau de compreensão (mesmo de acordo com a idade) sofre as alterações decorrentes do contexto em que a criança está integrada. No mundo atual, em que a informação é mais acessível, as crianças detêm maior competência literária do que há 40 anos. E nessa perspectiva, a literatura infantil sofre alterações no decorrer da sua história. Sai do típico “final feliz” para o “final em aberto” e, até mesmo, para um final cujo problema não é resolvido. Este final não resolvido tem uma função psicológica, pois, através dele, o leitor desenvolverá o sentimento de resignação. Essa mudança de como termina as histórias infantis é colocada como um avanço, e uma exigência do escritor para com o leitor. Assim, reitera-se que há uma evolução na produção da literatura infantil, bem como na competência literária da criança, ressaltando, dessa forma, a importância de trabalhar em sala de aula as histórias infantis.



Referência: ECO, Umberto. Os livros como mestres. Barcelona: Lúmen, 1981, p. 80.

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Falando em competência literária temos uma sugestão de leitura do autor Hugo Monteiro Ferreira, mestre de literatura, doutor em educação e professor da Universidade de Pernambuco. O livro conta a história de uma menino chamado Antônio  que desde os sete anos era abusado sexualmente pelo amigo da família, ameaçado pelo autor da violência, tinha medo de contar para seus pais os abusos sofridos. Com o passar do tempo Antônio encontra nos livros de literatura, uma nova possibilidade de tira as angústias que afligem seu coração e uma nova chance de  ser feliz.    



domingo, 10 de fevereiro de 2013

Um pouco mais sobre o livro ilustrado

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Para uma boa leitura do livro ilustrado é necessário fazer uma articulação entre o texto e a imagem uma vez que esta enriquece a história. No livro ilustrado há imagens isoladas, sequenciais e associadas. Seu texto é breve e articula formalmente e semanticamente com a imagem. No entanto, a ausência de texto não implica a ausência de discurso, pois as imagens correspondem ao discurso da leitura visual.   Um fato importante no livro ilustrado é o drama da virada de página, ou seja uma estratégia que antecipa o que irá acontecer na outra página, por exemplo, ao ler uma história mostrando a imagem após a leitura do texto escrito ou apenas com ilustrações o contador faz perguntas do tipo "O que você acha que vai acontecer agora?" algo positivo que estimula a imaginação de quem está ouvindo a história. Assim, o livro ilustrado é uma ótima ferramenta para uma leitura prazerosa e para a exploração do pensar.



Falando em livros ilustrados a Fundação Abrinq tem um projeto “biblioteca viva”  no qual tem o intuito de fornecer  ao educador um projeto voltado a  formação de mediadores de leitura, pois acredita que a literatura é primordial na vida da criança porque absorve  o gosto e o prazer que ela proporciona.  Acesse o link e tenha acesso a biblioteca viva:

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O livro ilustrado

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A literatura infantil introduz na criança o mundo das palavras, porém quando falamos em literatura não abordamos apenas o texto verbal , pois as imagens  que fazem parte do livro também é uma representação da linguagem e corresponde, dessa forma, um importante elemento para a leitura e sua interpretação uma vez que a  imagem instiga a criança a compreender as espertezas artísticas do livro e a pensar sobre o que relata a história. Portanto, o livro ilustrado é um livro que contém imagens, ou seja, quando a ilustração torna-se necessária na história, pois a imagem ocupa maior espaço nas páginas tendo mais figuras que textos. O primeiro livro ilustrado para crianças foi escrito por Comenius no século XVII no qual ele defendia a força da imagem  na  criança, se preocupando em fazer livros contendo figuras para uma compreensão mais clara dos textos, surgindo então vários autores com histórias maravilhosas. O primeiro livro ilustrado surgiu de um carimbo de madeira (litogravuras) feito por Comenius, depois veio as ilustrações separadas da imagem, onde as histórias apareciam depois e eram  feitas de  carimbos de metais por Gustave Dore XVIII e por último as obras da natureza do século XIX por Rodophe Topffer, onde os textos são bem organizados,pois a imagem é em cima e o texto embaixo permanecendo até hoje nos livros literários.  Com o tempo as imagens e textos passaram a ter cores e as histórias ficaram mais interessantes para as crianças, pois Henricke Hoffmann (1858) coloca a criança em foco, trabalhando em prol do interesse da mesma , contribuindo então para a construção de conhecimento através do aparecimento do livro ilustrado. Contudo, a imagem amplia os significados das obras, trazendo ferramentas que ampliam o conhecimento do individuo principalmente na escola onde o professor pode explorar de várias maneiras, como por exemplo, fazendo dinâmicas com a turma e articulando o texto com a imagem, entre outros, propondo uma aprendizagem significativa para  que a criança aprenda desde cedo  apreciar o livro de maneira em que a mesma conheça as variedades, formatos, sua capa, seus conteúdos e articulação da imagem com o texto. O livro ilustrado é universal para o público infantil e adulto.  Sua especificidade é imensa desde as histórias reedita até o grafismo abstrato, papel rasgado, geométricas, entre outras que encanta e ao mesmo tempo nos faz viajar em mundos reais e fantasiosos. Vale a pena conhecer e apreciar a arte dos livros ilustrados!  

Acompanhe nosso cantinho de sugestões literárias, lá vocês vão encontrar bastantes livros ilustrados de autores fantásticos vale apena conferir.   

domingo, 20 de janeiro de 2013

A arte de contar histórias

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Desde o princípio o homem pratica a oralidade em seu processo comunicativo com o outro, surgindo assim o contador de histórias tradicional cujo conta histórias através de suas memórias e narrativas.  E antes de existir a escrita os saberes eram transmitidos pela linguagem oral, portanto, o ato de contar histórias é uma arte que representa um significado muito importante para cada geração, pois essa arte não morre e sim é passada e renovada a cada cultura. Através dela, o ser humano resgata e amplia a sua imaginação, aprende sobre as tradições do outro, suas crenças, línguas e costumes. Contar histórias é um mecanismo de aprendizagem, a criança desenvolve sua fala, seu poder de expressão, sua imaginação e o gosto pela leitura. Assim, ler se caracteriza por um discurso escrito, contar história um testemunho oral e dramatizar o incorporamento de uma personagem. Para tanto, com a modernidade, surge em 1970 na França o contador moderno em que agora, as histórias eram contadas também através de livros e o mesmo passa a ser uma profissão. Dessa forma, contar história não é um ato vazio e sim uma arte de expressão e sentimento. Um momento de aprendizagem e imaginação.



Assista o vídeo do projeto literário que tem o intuito de divulgar e promover a importância da leitura para as crianças.  Esse projeto de contadores de história  é feito pelo dono de uma livraria  Fernando Vilela , em Ituiutaba. 



  






sábado, 12 de janeiro de 2013

Vida e obra dos autores dos contos de fadas

Irmãos Grimm 


Os irmãos Grimm nasceram na Alemanha, Jacob ( 4 de janeiro de 1978 – 20 de setembro de 1863) e Wilhelm ( 24 de fevereiro de 1786 – 16 de dezembro de 18590), de família originaria da cidade de Hanau do Estado  Hessen. Seus pais Philipp Wilhelm e Dorothea Grimm, tiveram 9 filhos no qual sobreviveram 4, o pai morreu muito novo aos 45 anos de idade e a mãe afim de assegurar a carreira jurídica dos filhos, enviou os dois  para junto da tia em Kassel. Jacob frequentou a universidade de Marburg e estudou direito, como seu pai, seu irmão Wilhelm com o tempo juntou-se a ele no mesmo curso, mas acabaram abandonado o direito pelo amor que sentiam pela literatura. A parti de então começaram a reescrever registros de várias fábulas infantis de grandes escritores ganhando grande fama e conhecimento. Contribuíram também com a linguagem alemã produzindo dicionário Alemão – Deutsches  Wörterbuche aos estudos de linguística e folclore.    

Algumas de suas obras:      

  • Cinderela 
  • Branca de neve
  • A princesa e o sapo
  • Os três fios de cabelos do diabo
  • alfaiate valente 
  • O ganso de ouro 
  • João e Maria, entre outros.




 Han Christian

  Hans Christian nasceu em Odense em 2 de abril de 1805 e morreu em Copenhague no dia 4 de agosto de 1875, foi um poeta e escritor dinamarquês de  histórias infantis.  Ele tinha uma vida muito simples, seu pai era sapateiro e teve muitas dificuldades para se educar, mas seu amor pela poesia e contos fez com que ele ficasse famoso e conhecido nos instituto de Conpenhagen.  Escreveu bastantes peças de teatros, histórias e contos de fadas, onde é mundialmente conhecido. Graças à contribuição da literatura infanto-juvenil tem a data de nascimento dedicada a ele.

Algumas de suas obras:
  • O patinho feio
  • O soldadinho de chumbo
  • A pequena sereia 
  • A rainha da neve
  • As flores da pequena ida, entre outros.
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hans_Christian_Andersen





Charles Perrault 

Charles Perrault nasceu em Paris no dia 12 de janeiro de 1628 e morreu em 16 de maio de 1703. Teve que completar seus estudos  sozinho por ter tido um desentendimento com seu professor.  Em 1637 concluiu os estudos com 15 anos no colégio Beauvais, mostrando talento em línguas mortas, também foi advogado e exerceu algumas atividades  como superintendente do Rei Luís XIV de França. Perrault foi um grande escritor e poeta francês do século 17, estabelecendo um novo estilo literário e de conto de fadas, foi também o primeiro a dar acabamento literário a esse tipo de literatura, por isso é considerado até hoje como o pai da literatura infantil.  Suas obras são traduzidas  e distribuídas em diversos meios de comunicação e adaptadas  para várias formas de expressões, como o teatro, o cinema e a televisão  tanto em formato de animação como de ação viva.  

Algumas de suas obras:
  • Chapeuzinho vermelho 
  • Abela adormecida
  • O gato de botas
  • Barba azul 
  • O pequeno polegar, entre outros.
Disponível em: http://es.wikipedia.org/wiki/Charles_Perrault





Câmara Cascudo 

Luís da Câmara Cascudo nasceu em Natal no dia 30 de dezembro de 1898 e morreu em 1986 na mesma cidade aos 82 anos. De uma família rica teve a possibilidade de estudar e de exercer uma carreira de prestigio, pois foi advogado, folclorista, historiador, antropólogo e jornalista destacando-se como um dos mais importantes pesquisadores da etnografia e do folclore brasileiro. Exerceu várias funções públicas, iniciou também o curso de medicina, mas acabou desistindo para forma-se em direito em Recife. Seu pai como era rico instalou uma impressa para ele quando desejou ser jornalista chamada coluna “Bric-a-brac”, escrevendo observações sobre a gente e sena cultural colaborando com outros jornais das capitais brasileiras. Autor  de 31 livros também traduziu obras de Michael de Montaigne e Henry Koster.  Esse grande autor e pesquisador trabalhou até seus últimos dia de vida e foi homenageado com muitos prêmios, até mesmo a honra de estamparem seu nome em cédulas de 50 mil cruzeiros.  
  
Algumas de suas obras: 
  • Histórias que o tempo leva ( 1924)
  • O homem americano e seus temas ( 1933)
  • Antologia do folclore brasileiro (1944)
  • O doutor barata (1938)
  • Os melhores contos populares de Portugal ( 1944)
  • Lendas Brasileiras ( 1945), entre outros. 
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_da_C%C3%A2mara_Cascudo



Marina Colasanti

Marina Colasanti nasceu em 26 de setembro de 1937 em Asmara na colônia italiana e Eritreia. Quando era criança retornou para Itália com sua família migrando para o Brasil na segunda guerra mundial.  Aqui no Brasil estudou Belas artes e trabalhou como jornalista produzindo textos de literatura italiana. Produziu 33 livros como escritora como contos, poesia, prosa, literatura infantil e infanto-juvenil.

      Algumas de sua obras: 
  • A moça tecelã (2004)
  • Aventuras de pinóquio  - historia de uma marionete ( 2002) 
  • Penélope manda lembranças ( 2001) 
  • O leopardo é um animal delicado ( 1998)
  • A amizade abana o rabo, entre outros.

 Disponível em:  http://omundodemarinacolasanti.blogspot.com.br 

Jean de La Fontaine


Jean de La Fontaine nasceu em 08 de julho de 1621 em Thierry e morreu em Paris no dia 13 de abril de 1695.  Foi um grande poeta e fabulista francês, acatado como o pai da fábula moderna participava da corte francesa  e criticava a sociedade por meio de suas fábulas. Uma de sua grande  obra foi “Fábulas”, escrita em três partes em períodos de 1668 a 1694 seguindo o estilo do autor grego Esopo, no qual falava de vaidade, estupidez e agressividade humanas através dos animais. Sua característica era o modo de escrever rimas, facilitando a memorização das histórias. Esse grande autor escreveu 243 fábulas, num período de 26 anos, entre 1668 e 1694.  

Algumas de suas obras: 
  • A águia e o escaravelho
  • A assembléia dos ratos
  • A cigarra e a formiga
  • A galinha dos ovos de ouro, entre outros. 
Disponível em: http://www.astrologosastrologia.com.pt/0=fabulas=laFontaine/livros&letras=literatura_infantil=fabulas-la_fontaine-index.htm